Foto: Arquivo JSC

Há 42 anos, Rio Itajaí-Açu atingiu o pico de 15,34 metros, provocando uma das maiores enchentes da história da cidade e deixando dezenas de mortos

Grande enchente  de 1983 colocou Blumenau embaixo d'água e deixou cenário de guerra

Foto: Acervo de Renato Luiz Nicoletti

Chamada pelos moradores de “a Grande Enchente”, o evento de 7 de julho de 1983, há exatos 42 anos, matou 49 pessoas  e deixou quase 200 mil desabrigados em todo Estado

Foto: Arquivo JSC

Foram 32 dias com o nível do  Rio Itajaí-Açu em condição de inundação, sendo que o pico ocorreu exatamente em  9 de julho de 1983: 15,34 metros

Foto: Arquivo JSC

Só para ser ter ideia da dimensão da enchente, se essa marca ocorresse hoje, ao menos 90 mil moradores de Blumenau teriam as casas atingidas pela água

Foto: Arquivo JSC

Na história recente da cidade, o índice de 15,34 metros só foi superado pelo pico da grande enchente de 1984, quando a régua marcou 15,46 metros

Foto: Arquivo JSC

De quatro décadas para cá, com  a consolidação das Defesas Civis, definição clara de cotas de inundação por ruas e operação das barragens (Ituporanga, José Boiteux e Taió), nunca mais o Itajaí-Açu chegou perto daquilo

Foto: Arquivo JSC

O cenário de guerra e  destruição vivido pela população blumenauense durante aqueles infindáveis 32 dias de julho de 1983 ficou marcado para sempre na memória da população

Foto: Arquivo JSC

A enchente de 1983 foi a quarta maior já registrada em Blumenau, perdendo para as cheias de 1880 (17,10 metros), 1911 (16,90 metros) e 1984 (15,46 metros), conforme dados que constam no site do AlertaBlu

Foto: Arquivo JSC

Não há consenso entre os historiadores, porém, sobre a medição da inundação do século 19, considerada oficialmente  a maior da história

Foto: Família Marx, Arquivo Pessoal

Nos últimos anos , a enchente de 1852, tratada por especialistas como Lauro Bacca como “superestimada”, já teve o número de 16,90 metros revisto

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Destrutiva e mortal. Essas  são duas das palavras que resumem o que foi a enchente de 1983 em Blumenau e região

Foto: Arquivo JSC

Cerca de 70% do município  foi tomado pela água em uma inundação que avançou por 90 cidades e chegou ao Vale do Rio  do Peixe, Planalto Serrano e Norte

Foto: Arquivo JSC

Após 32 dias, em que as águas subiam e desciam trazendo medo  à população blumenauense, a mais castigada na época, finalmente em 5 de agosto o rio voltou para a calha e a enchente acabou

Foto: Arquivo JSC

Casas, comércios, pontes, ruas, rede elétrica. Tudo destruído, e muitas vidas perdidas. Foram 49 mortes em Santa Catarina. Oito só em Blumenau. As principais causas, segundo levantamento da época: afogamento, choque elétrico, sede e fome

Foto: Arquivo JSC

Coube ao 23º Batalhão de Infantaria comandar a operação de socorro às vítimas junto com polícia e bombeiros. Eram aproximadamente 600 militares atuando

Foto: Arquivo JSC

Sem água potável, sem luz, sem comunicação e sem informação,  a população criou as próprias estratégias para sobreviver. Subiram para o alto dos morros, foram para escolas e igrejas e instituíram aqueles espaços como abrigos públicos

Foto: Arquivo JSC

Houve quem preferiu ficar, para evitar os furtos, que avançam mesmo em meio ao caos da inundação e obrigaram rondas, principalmente à noite,  para evitar saques

Foto: Arquivo JSC

Helicópteros da Marinha e da Força Aérea vieram ao Estado para prestar socorro. Empresários emprestaram as próprias aeronaves para levar mantimentos que vinham de doações de vários cantos do Brasil e do mundo, aos necessitados

Foto: Arquivo JSC

Quando a chuva deu uma trégua  e o nível do rio baixou um pouco, famílias atingidas pela enchente puderam sacar o FGTS para recomeçar. Mas dias depois, a água voltou a subir. Em 27 de julho, eram 125 ruas alagadas em Blumenau

Foto: Arquivo JSC

Levaram mais nove dias até o fim  da inundação mais longa de Santa Catarina. Em 5 de agosto, tinha chegado o momento de recomeçar, mais uma vez limpando ruas, consertando fiação rompida, lavando as casas e comércios afetados

Foto: Arquivo JSC

A vida recomeçou, como sempre na cidade. Mas imagens como a de um cemitério improvisado aos fundos do Hospital Santa Isabel ficarão sempre na memória daqueles que enfrentaram a grande enchente de 1983.

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